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riscos_e_rabiscos

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Do Carácter.

Há vários tipos de pessoas neste mundo, entre as quais encontramos as ingénuas e as que têm  duas caras. As pessoas ingénuas são, em regra geral, sonhadoras, sem maldade, frágeis, sensíveis, carentes e acreditam nos outros.

 

Já as que têm duas caras, são ambíguas, falsas, dissimuladas, têm ar de quem não faz mal a uma mosca, aliam-se áqueles cujo carácter se apresenta duvidoso, procuram descobrir as fragilidades de terceiros para depois os manipularem e usarem em proveito próprio.

 

Um dia destes, estava eu a trabalhar muito sossegadinha e começo a assistir, incrédula, a uma cena completamente inesperada (pelo menos para mim). Foi a primeira vez que vi a "estrela" a distribuir o seu brilho - digamos assim em vez de "atirar-se"- para cima da pessoa ingénua.

Creio que o meu queixo nessa altura me chegou aos pés. Eu estava a assistir uma cena surreal e nojenta. Recusei-me a continuar a testemunhar aquilo, até porque me estava a sentir deslocada, e saí dali. Eu estava deveras espantada ao ver ocomportamento da estrela. Com o comportamento da pessoa ingénua não fiquei, compreendi.

Não comentei o que vi com ninguém. Apenas fiquei desperta para o que eu não tinha visto até ali.

 

Passou-se algum tempo e mais algumas ocasiões em que estivémos todos juntos. E eu continuei a ver aquele distribuir de brilho para cima da pessoa ingénua... e não só! Eu já sabia que o arrogante se babava por loiras falsas mas daquela maneira, não! E é tão falso quanto ela: à frente da esposa mostra-se um "menino comportadinho" mas assim que se encontra à solta, é um garanhão. Mas dali eu espero tudo.

 

Não tenho nada a ver com o que a estrela faz, com o facto de ela lançar charme para cima dos homens todos para eles ficarem a babar por ela. Isso só diz respeito a ela e ao... marido! Ah pois é...

Mas que acho injustíssimo o que ela está a fazer à pessoa ingénua, acho. Ela não tem o direito de usar e abusar dessa pessoa, dos seus sentimentos e da sua demasiada boa vontade. A estrela não quer nada com ela a não ser subjugá-la às suas vontades, fazer mais uma conquista masculina e ela aceita isto porque é ingénua e está "perdidamente apaixonada", confidenciou. E a estrela já percebeu isso perfeitamente e acho que se ela tivesse a mínima consideração por ele, afastava-se para não o fazer sofrer. 

 

Não estou a fazer nenhum julgamento e nem a meter o nariz onde não sou chamada, estou apenas a manifestar aquilo que sinto pelo que vi.

Um bocadinho de sinceridade e respeito pelo outro nunca fez mal a ninguém. Mas parece-me que, neste caso, alguém desconhece o conceito sde "sinceridade" e "respeito".

*Post #2 de esclarecimento ao post "Confirma-se".

Até mete nojo!

Chego eu a casa e deparo-me com um bruta Rolls Royce, novinho em folha mal estacionado na minha zona.

 

Adivinhem lá a quem pertence? Àqueles parasitas que vivem à conta dos nossos descontos a que o estado atribui várias designações como "rendimento de inserção social" ou "rendimento mínimo", que levam os dias de dentes-ao-sol a beber e fumar nos cafés, e a rir a bandeiras despregadas. A vida corre-lhes bem, não precisam mexer um músculo para lhe cair o dinheirinho nas mãos. E ainda há aqueles que, para fazer uns bicos e passar o tempo na venda de substâncias ilícitas.

 

Desculpem lá mas isto é revoltante, mete nojo MESMO!

Uma má notícia... - The reason.

 

A razão que me levou a escrever este post, é o que vai servir de mote para o texto de hoje. É um assunto que mexe profundamente comigo, como irão perceber, e sobre o qual tenho imensa dificuldade em falar/escrever.

 

Quem já me acompanha há algum tempo, sabe que eu trabalhava em 3 colégios particulares: o galinheiro, a pinguinolândia e a escola. No primeiro recusei-me a continuar a trabalhar porque não me pagavam o ordenado. Fiquei apenas com dois.

 

Eu estava em férias quando a minha mãe me telefona a dizer que recebi uma carta da pinguinolândia. Achei aquilo tão estranho, que pedi à minha mãe para abrir a carta e ler. E foi aí que rebentou a bomba: precindiram dos meus serviços sem qualquer tipo de justificação. Foi assim, a seco.

Eu fiquei em choque e senti-me a ruborizar de indignação, com o sangue a ferver-me nas veias. Mas não chorei. Em vez disso, respirei fundo e pus o cérebro a funcionar para arranjar alternativas que me permitissem ganhar alguns trocos. Afinal, tinha perdido mais de metade do meu ordenado mensal.

 

O que me assaltou logo a mente foram as contas para pagar, o não deixar cair este peso monumental nas costas do N.. O resto são pequenos luxos. Se não tiver dinheiro para comprar umas botas ou uns sapatos novos para o inverno, não faz mal. Mesmo que os velhos deixem entrar a água da chuva e me encharquem os pés.

 

Esta situação foi completamente inesperada e nada a fazia prever. Sempre fui uma pessoa assídua, trabalhadora, os pais e as crianças gostavam de mim, as notas eram boas, nunca originei intriguices ou conflitos e muito menos confrontes vossas exas. pinguins, apesar de muitas vezes elas o terem merecido.

Se vocês me perguntarem se eu fui saber o motivo, respondo já que não, que nem sequer valia a pena. Não chegava já este duro golpe? Valia a pena ser enxovalhada por aquelas bocas podres e mentirosas? Se eu lá fosse, não me recebiam e se eu ligasse para elas, nem me atendiam!

 

Mas eu digo-vos o motivo. Quem me colocou lá foi uma ex-colega minha, a quem elas, de início, amavam de paixão mas que depois passaram a odiar de morte. E foi de tal maneira, que correram  (é este mesmo o termo) com ela, sem dó nem piedade. Mais uma vez sem ninguém saber o motivo.

Quando ela saiu, fizeram-me um grande inquérito acerca da minha "relação" com ela, de seguida ameaçaram-me e puseram a guilhotina a pairar sobre a minha cabeça: caso contasse alguma coisa, por mais pequena que fosse, à minha colega, deixaria de lá dar aulas também.

Que fazer perante isto quando nós precisamos tanto?

 

Este ano eu iria ficar com a turma da Santinha porque esta teve bebé. E isto estava a consumir as pinguins ao máximo, dai optarem pela opção mais fácil. Adiante.

Agora reparem, quando eu fui para lá, fui substituir a Santinha que deu lá dois meses de aulas e depois lhes deu com os pés. Havia imensas queixas dela e os pais não gostavam nada dela.

Como as pinguins não sabem fazer mais nada senão lixar os outros, fizeram a vida negra a uma colega até ela sair de lá. E foi nessa altura que a Santinha voltou ao "terreno".

Para que não voltasse a haver comparações entre mim e a Santinha, nunca me foi dada a turma dela. Obviamente que todos perceberam o motivo.

 

Estes são alguns dos motivos mesquinhos possíveis e prováveis para a minha conveniente saída: a transferência do ódio que tinham à minha ex-colega para mim e a possível hipótese de haver comparações entre mim e a Santinha, sabendo elas que eu era melhor. E isto não é para me gabar porque não sou desse tipo, vocês sabem. Motivos de gente mesquinha.

 

E foi do medo e desespero que vivo o meu dia-a-dia, decorrente desta situação, que comecei a desenvolver as linhas mestras do PROJECTO* na minha cabeça...

 

* Mais à frente conto o que é isto do "PROJECTO".

A Justiça é Cega... Já Diz o Ditado!

 

 

Como é possível ser-se tão frio e cruel? Onde está a humanização dos homens?

 

Mais um caso arrepiante decidido pela m*rda de tribunais que temos: o da menina russa, Alexandra.

Entregar uma criança a uma mãe – que é tudo, desde alcoólica, toxicodependente e irresponsável – que, segundo consta a tratava como lixo, é pensar nos interesses da criança acima de tudo?

Os senhores juízes, que eventualmente também terão filhos, não compreenderão que uma criança que viveu mais de metade da sua vida num país estrangeiro e com uma família afectiva, não pode ser entregue a uma família “estranha” como se tratasse de uma mala?

 

Fico cada vez mais triste e revoltada – enojada até ao vómito – com o desrespeito mostrado pelos nossos tribunais para com as crianças. Havia necessidade de causar um sofrimento atroz a uma criança de tão tenra idade? E as futuras consequências psicológicas? Será que pensam que estas crianças saem incólumes destas situações? Custava fazer uma integração gradual na sua família de sangue? Alguém averiguou “in loco”, ou fez uma avaliação real das condições onde a criança iria ser devolvida (sim, é este o termo pois a Alexandra de criança passou a ser objecto)?

 

Só para termos uma ideia da ingratidão desta m*rda de gente, podemos ver as infelizes afirmações da estúpida da irmã, a Valéria. Afirma que a família afectiva atribuiu epítetos à mãe como toxicodependente, bêbeda, etc.  E agora eu pergunto: não era óbvio no local onde ela vivia? Mas mais grave: afirma ainda que a família afectiva poderia utilizar a pobre Alexandra para venda de órgãos humanos ou para a pôr numa rede de prostituição.

O mais hilariante, e que até me fez engasgar com as gargalhadas, é o facto de dizerem que iam pedir uma indemnização à família afectiva por “danos morais”.

Em vez de agradecerem o acolhimento da tal família afectiva e estar muito bem caladinha, a menina Valéria ainda cospe no prato de comida que lhe deram.

 

Começam a ser demasiados casos de crianças entregues “à balda” às famílias biológicas. Cada vez acredito mais que, muitas vezes, as crianças são mais amadas por quem não lhe é nada do que muitos “pais” biológicos. O amor vem do coração, não da consanguinidade.